Resposta rápida: cerca elétrica para empresa e galpão funciona como a de casa, só que com perímetro maior e mais gente por perto: funcionários, clientes e quem passa na calçada. A Lei 13.477/2017 vale para qualquer imóvel, urbano ou rural. Antes de pedir o orçamento, separe o tamanho do perímetro, de onde vem a energia e o horário de funcionamento, para o técnico montar um projeto sob medida.
Para que serve a cerca elétrica em empresa, galpão e depósito?
Em empresa, galpão, depósito ou terreno de loja, a cerca elétrica fica no alto do muro ou da grade e faz duas coisas: dificulta a passagem de quem tenta entrar e avisa quando alguém mexe nos fios. O manual da central industrial Intelbras ELC 5001 descreve a finalidade assim: proteger áreas comerciais, residenciais e industriais, contendo a invasão de intrusos sem gerar riscos fatais a quem toque nos fios.
O aviso funciona por um pulso. A central envia um pulso de alta tensão pelos fios a cada segundo e confere se o que volta é igual ao que ela memorizou. Se o fio é cortado ou encosta na terra, o pulso que volta muda; depois de 8 pulsos diferentes seguidos, a central dispara o alarme. Segundo o mesmo manual, ela também pode ser ligada a uma sirene ou à central de alarme que a empresa já tenha.
A cerca é uma camada de proteção, e funciona melhor junto com o resto: muro em bom estado, boa iluminação e, se a empresa quiser, câmeras. Quando a cerca é monitorada pelo celular, o responsável recebe o aviso de disparo no aplicativo e confere as câmeras para saber se foi um animal ou uma invasão.
O que muda em relação à cerca de casa?
A lógica é a mesma: central, fio, hastes, aterramento e placas. O que muda é a escala e o entorno. Este quadro junta os pontos que mais pesam na empresa e o que as fontes dizem sobre cada um.
| Ponto | O que muda na empresa | O que a fonte diz |
|---|---|---|
| Tamanho do perímetro | Mais metros de muro e de fio; a central precisa comportar o total | A ELC 5001 comporta 1.600 m lineares de fio de inox (manual Intelbras) |
| Gente por perto | Funcionários, clientes, entregadores e quem passa na calçada | Em área urbana, altura mínima do solo que reduza o risco de choque acidental em quem usa as vias públicas (Lei 13.477/2017) |
| Placas de aviso | Mais acessos e mais trechos voltados para a rua | Placas visíveis dos dois lados (lei); em cada ponto de acesso, a intervalos de no máximo 10 m e ao longo de via pública (manual Intelbras) |
| Local do galpão ou depósito | O que é guardado dentro e perto da cerca muda onde ela pode ir | Não instalar onde haja corrosivos, gases explosivos ou líquidos inflamáveis (manual Intelbras); perto de botijões de gás, seguir as normas da ABNT (lei) |
| Energia | A cerca precisa ficar ligada fora do expediente e mesmo com queda de luz | Ligação com interruptor de segurança ou disjuntor e bateria de 12 V para a falta de energia (manual Intelbras) |
| Quem responde | O dono do imóvel e o técnico que instalou | Multa de R$ 5.000 ao proprietário e de R$ 10.000 ao responsável técnico (Lei 13.477/2017) |
Para ver como o número de fios entra na conta do perímetro, o artigo quantos fios a cerca elétrica precisa ter explica o que o manual define.
A lei vale para empresa e quem responde pela cerca?
Vale. A Lei 13.477/2017 trata de cerca eletrificada em zona urbana e rural, sem separar casa, comércio ou indústria. Ela pede:
- O primeiro fio a uma altura compatível com a finalidade da cerca.
- Em área urbana, uma altura mínima do solo, para reduzir o risco de choque acidental em moradores e em quem usa as vias públicas.
- Choque pulsativo, com amperagem que não seja mortal, conforme as normas da ABNT.
- Placas de aviso em lugar visível, nos dois lados da cerca.
- Cuidado perto de botijões de gás, seguindo as normas da ABNT.
Quem responde: a lei prevê multa de R$ 5.000 para o proprietário do imóvel (ou o síndico, nas áreas comuns de condomínio) e de R$ 10.000 para o responsável técnico pela instalação, e o valor dobra em caso de reincidência. Se o proprietário provar que a cerca foi instalada sem o consentimento dele, a multa passa ao morador. Por isso, se a empresa funciona em imóvel alugado, vale conversar com o dono do imóvel antes de instalar.
A lei também vale para a cerca que já existe. Se a sua empresa tem uma cerca antiga, o artigo 4º manda adequá-la ao que a lei pede. E o manual da Intelbras pede que se confira se o município ou o estado tem lei própria sobre o assunto, que também deve ser cumprida.
Se você quer entender a lei com calma, o artigo cerca elétrica é permitida em casa? explica em linguagem simples, e o raciocínio vale para a empresa.
Que cuidados tomar com calçada, clientes e funcionários?
Na empresa, o muro costuma dar para a rua e há gente entrando e saindo o dia todo. Por isso, o projeto deve cuidar destes pontos:
- Fio fora do alcance. A lei pede altura mínima do solo em área urbana. O técnico define a altura no projeto, olhando o muro e a calçada.
- Placas visíveis. Nos dois lados da cerca, em cada ponto de acesso e, ao longo da rua, a intervalos regulares, segundo o manual da Intelbras.
- Acessos que abrem sem choque. O manual diz que os acessos com cerca elétrica devem poder ser abertos sem que a pessoa leve choque.
- Nada de arame farpado ou cortante eletrificado. O manual diz que esse tipo de arame não deve receber o choque da central. Se o seu muro tem arame farpado antigo, o técnico confere como fica a instalação.
- Evitar trechos onde alguém possa ficar preso. O manual orienta evitar construir a cerca onde seja provável o enroscamento acidental de pessoas.
- Mato longe dos fios. A distância pedida pelo manual é de 15 cm entre a vegetação e os fios. Em terreno grande, o mato na divisa cresce rápido, e quem faz a poda deve antes desligar a central da rede elétrica e da bateria.
Quando a cerca passa a disparar sem motivo, em geral o mato, o isolador trincado ou o aterramento estão na conta. O artigo cerca elétrica dispara sozinha mostra as causas mais comuns.
O que separar antes de pedir o orçamento?
O orçamento de uma cerca comercial sai sob medida, e fica mais rápido e mais certo quando você leva estas informações, mesmo que aproximadas:
- O tamanho do perímetro: frente, laterais e fundos, em metros. Se não souber, uma estimativa já ajuda.
- A altura e o tipo do muro ou da grade, com fotos por fora e por dentro.
- De onde vem a energia: onde está o ponto de luz mais perto do local em que a central ficará. O manual pede um interruptor de segurança ou disjuntor para a central.
- O horário de funcionamento: quem entra e sai, em que horas, e quem vai ligar e desligar o choque. A central liga e desliga o choque pelo controle remoto.
- O que existe ao redor: calçada, mato, rede elétrica aérea perto do muro, depósito de produtos e botijões de gás.
- Se já existe cerca instalada, com a marca da central e há quanto tempo foi colocada.
- Se a empresa já tem alarme ou sirene, para o técnico avaliar se a cerca pode ser ligada a eles.
Ao receber a proposta, vale fazer três perguntas:
- "Quantos metros de fio o projeto prevê e a central comporta esse total?" Assim você sabe que o equipamento foi escolhido para o seu terreno.
- "Onde ficam as placas e como fica a altura do fio na parte que dá para a calçada?" É o ponto em que a lei e o manual mais exigem cuidado.
- "O que acontece com a cerca se faltar energia?" A resposta deve falar da bateria.
Para comparar propostas de mais de uma empresa, o guia como escolher empresa de cerca elétrica traz o que perguntar sobre lei, marca da central, garantia e manutenção.
E se o terreno for grande ou faltar energia?
Terreno grande. Quanto maior o perímetro, mais fio a central precisa sustentar. Cada central tem um limite: a ELC 5001, por exemplo, comporta 1.600 m lineares de fio de inox, e a ELC 6012 NET, com fio de 0,6 mm, comporta 5.000 m, segundo os manuais. O manual também diz para nunca ligar mais de uma central à mesma cerca. Quem escolhe o modelo e organiza o projeto é o técnico, a partir da metragem total.
Falta de energia. A central trabalha com bateria de 12 V, que entra em ação quando a luz da rede cai. O manual avisa que a cerca não liga só com a bateria: a primeira ativação precisa ser feita com a energia da rede. Para entender o que muda na queda de luz e na vida útil da bateria, veja o artigo cerca elétrica funciona sem energia?
Já o monitoramento da cerca pelo celular ajuda quando o responsável não está na empresa: o aplicativo mostra a situação da cerca e avisa quando ela dispara.
Quer um orçamento de cerca elétrica para a sua empresa?
A Fênix Protege instala e faz manutenção de cerca elétrica em Lauro de Freitas, Camaçari, Dias d'Ávila, Mata de São João, Praia do Forte, Itacimirim, Guarajuba e Monte Gordo. O orçamento sai sob medida pelo WhatsApp.
Falar com a FênixComo pedir o orçamento da cerca na Fênix Protege?
O pedido começa pelo WhatsApp. Mande a cidade ou a região do imóvel, as fotos do muro ou da grade, o tamanho aproximado do perímetro e o que mais você separou da lista acima. A Fênix atende comércios e empresas em Camaçari, Dias d'Ávila e Lauro de Freitas, além das demais cidades da região, com projeto sob medida para o tamanho do perímetro e o modelo da central.
Com isso, a Fênix explica o que precisa ser feito e envia o orçamento sob medida pelo WhatsApp, e o prazo vem junto com o orçamento. Se a empresa já tem cerca, de qualquer marca, a manutenção também é feita, e o serviço executado tem garantia de 90 dias. Quer ver o que o serviço inclui? A seção de cerca elétrica comercial e condominial da Fênix Protege mostra o que a empresa instala e mantém, e o guia completo de segurança residencial traz o resumo sobre a cerca em empresa e galpão.
Perguntas frequentes
Pode instalar cerca elétrica em empresa e galpão? +
Pode. A Lei 13.477/2017 trata da instalação de cerca eletrificada em zona urbana e rural, sem separar casa de empresa. Ela pede que o primeiro fio fique a uma altura compatível com a finalidade da cerca, que em área urbana se respeite uma altura mínima do chão, que o choque seja pulsativo e sem risco de morte e que haja placas de aviso nos dois lados. A instalação deve ser feita por técnico especializado.
Qual a diferença entre cerca elétrica residencial e comercial? +
A lógica é a mesma, mas na empresa o perímetro costuma ser maior, há mais gente por perto (funcionários, clientes e quem passa na calçada), há mais acessos para sinalizar e o galpão pode guardar materiais que exigem cuidado na escolha do local da central. Isso aumenta os metros de fio, o número de placas e o cuidado com a energia, e por isso o projeto é feito sob medida.
Quem responde pela cerca elétrica da empresa? +
A Lei 13.477/2017 prevê multa de R$ 5.000 para o proprietário do imóvel infrator (ou o síndico, em área comum de condomínio) e de R$ 10.000 para o responsável técnico pela instalação, dobradas em caso de reincidência. Se o proprietário provar que a cerca foi instalada sem o seu consentimento, a multa passa ao morador do imóvel.
A cerca elétrica pode ficar voltada para a calçada? +
A lei não proíbe, mas pede que, em área urbana, o fio fique a uma altura mínima do solo que reduza o risco de choque acidental em quem passa nas vias públicas, e que as placas de aviso sejam visíveis dos dois lados. O manual do eletrificador Intelbras ainda pede placas ao longo de via pública, a intervalos regulares. A altura e o número de placas são definidos pelo técnico no projeto.
O que levar para pedir o orçamento da cerca elétrica de uma empresa? +
Separe o tamanho aproximado do perímetro, fotos do muro ou da grade, o ponto de energia mais próximo do local da central, o horário de funcionamento, o que existe ao redor (calçada, mato, rede elétrica aérea, depósito de produtos) e se já há cerca instalada, com a marca da central. Com isso, o técnico monta um orçamento sob medida.
A Fênix Protege atende empresas na minha região? +
A Fênix Protege instala e faz manutenção de cerca elétrica em Lauro de Freitas, Camaçari, Dias d'Ávila, Mata de São João, Praia do Forte, Itacimirim, Guarajuba e Monte Gordo. O serviço executado tem garantia de 90 dias e o orçamento sai sob medida pelo WhatsApp.
Equipe Fênix Protege
Especializada em cerca elétrica residencial, comercial e rural, atende a região da Estrada do Coco (Bahia) há 11 anos. Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação técnica presencial do seu imóvel.